quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Biogás

O biogás é um gás combustível, constituído em média por 60% de metano e 40% de CO2.
A produção de biogás de dá por meio da ação das bactérias em materias orgânicos, como por exemplo o lixo doméstico, residuos industriais de origem vegetal e eterco animal. Mas também pode ser produzido artificialmente através do equipamento chamado biodigestor anaeróbico, produzindo assim reações químicas de origem biológica. O funcionamento de um biodigestor é bastante simples. Trata-se basicamente de uma câmara fechada onde os resíduos orgânicos, são fermentados anaerobiamente sem a presença de oxigênio, transformando esta biomassa em gás combustível e fertilizante. Outro ponto positivo deste processo é que o biogás é capaz de produzir, simultaneamente, não apenas energia elétrica, mas também energia térmica na forma de água ou ar quente, o calor gerado pelo processo de combustão em motores/geradores convertidos a biogás. Por isso, o biogás pode ser usado para alimentar fogões, no aquecimento de água, motores, lampiões e em geladeiras a gás, se constituindo numa das fontes energéticas mais econômicas e de fácil aquisição. Um biodigestor doméstico tem a capacidade de produzir, em média, de 3 a 6 metros cúbicos de biogás por dia.
O próprio metano não possui cor, sabor e nem cheiro. Essa fonte energética é muito importante, pois acaba contribuindo com o meio ambiente por ser uma energia limpa e também por contribuir com a questão do lixo. O mundo precisa encontrar energias que substituem as tradicionais encontradas hoje como o carvão, o petróleo e as usinas hidrelétricas que provocam grandes impactos ambientais.
Em vários países o biogás é produzido em aterros sanitários e aplicado como fonte energética em processos sanitários, e em alguns casos existe até a comercialização do biogás para uso nas indústrias.

Postado por: Fabiana Flach

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Vista aérea da maior central solar do mundo, em Serpa, Portugal

Energia Solar

O Sol sempre foi utilizado como fonte de energia, porém a tecnologia de produção de energia elétrica a partir do Sol só começou a ser imaginada como, conhecemos hoje em 1954, quando o físico americano Calvin Fuller anunciou a criação da primeira célula solar.
Existem várias formas de produzir energia elétrica através da luz solar. Entre eles existe o que utiliza refletores altos e côncavos, como o de uma parabólica, que foca a luz do Sol em tubos, que aquecem água, que ferve e se transforma em vapor, este é usado para girar uma turbina gerando assim energia elétrica. Porém esse método tem um grande defeito, só pode ser utilizado em dias ensolarados, pois só dessa maneira é possível aquecer a água para mover as turbinas.
Entretanto, um método mais moderno é a utilização de células solares, ou células fotovoltaicas, que transformam diretamente a luz solar em eletricidade. Esse método de para a obtenção de energia pode ser encontrado em calculadoras e também em naves espaciais. Um método simples que é utilizado em prol de grandes tecnologias.
O funcionamento dessas células ocorre da seguinte maneira: a célula fica exposta ao Sol, os electrões contidos na célula se descolam de seus núcleos e se deslocam para a superfície da placa solar. Es duas extremidades da célula estão ligadas por um fio condutor elétrico, assim o movimento dos electrões gera uma corrente elétrica, produzindo assim a energia elétrica. Esse modo de “fabricação” de energia possibilita o armazenamento dessa energia em baterias, o que permite a utilização da energia produzida a qualquer hora do dia ou da noite.
A energia solar tem vários benefícios, como por exemplo, não poluir durante o seu uso, a poluição causada pela energia solar é totalmente controlada, pois ela só gera poluição no momento de fabricação de equipamentos. Outro benefício é que as centrais solares necessitam de pouca manutenção, além de poder ser utilizada em locais remotos de difícil acesso, ou em países tropicais, como o Brasil, pois praticamente todo território tropical tem grande incidência solar. Porem a energia solar é muito cara em relação a outros métodos de obtenção de energia, além disso, a produção varia muito de acordo com condições climáticas, como chuva neve, o que desfavorece a energia solar.
Os maiores produtores de energia solar, no entanto, são países onde o clima é instável, e não há predominância de calor. São eles Japão, Alemanha e Estados Unidos. Em 2007 foi inaugurado em Serpa, Portugal a maior central solar do mundo, porem existem projetos que prometem ter uma capacidade seis vezes maior do que a de Serpa.
A energia solar seria uma ótima alternativa para tentarmos frear o grande consumo de energia poluente.
Postado por Anna L. Giacomelli

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Como funciona uma usina eólica?

As usinas eólicas são grandes hélices (como cataventos gigantes) que aproveitam a força da velocidade dos ventos para gerar eletricidade. Essas usinas são obrigatoriamente instaladas em altas torres ou locais altos, que devem estar em uma posição privilegiada com a constante presença de ventos fortes. Sem a presença do ar em movimento, a geração de energia elétrica através desse meio torna-se impossível.
A avaliação do potencial eólico de uma região requer trabalhos sistemáticos de coleta e análise de dados sobre a velocidade e o regime de ventos.
Para que a energia eólica seja considerada tecnicamente aproveitável, é necessário que sua densidade seja maior ou igual a 500 W/m², a uma altura de 50 m, o que requer uma velocidade mínima do vento de 7 a 8 m/s. Segundo a Organização Mundial de Meteorologia, em apenas 13% da superfície terrestre o vento apresenta uma velocidade média igual ou superior a 7 m/s, a uma altura de 50 m. Essa proporção varia muito entre regiões e continentes, chegando a 32% na Europa Ocidental.
No Brasil, os primeiros anemógrafos (instrumentos utilizados para medir a velocidade do vento) computadorizados e sensores especiais para energia eólica foram instalados no Ceará e em Fernando de Noronha (PE), no início dos anos 1990. Os resultados dessas medições possibilitaram a determinação do potencial eólico local e a instalação das primeiras turbinas eólicas do Brasil.

Potencial eólico brasileiro
Apesar de ainda existirem algumas divergências entre especialistas e instituições na estimativa do potencial eólico brasileiro, vários estudos indicam valores extremamente consideráveis. As primeiras pesquisas foram feitas na região Nordeste, principalmente no Ceará e em Pernambuco. Com o apoio do Ministério de Ciência e Tecnologia, o Centro Brasileiro de Energia Eólica, publicou em 1998 a primeira versão do Atlas Eólico da Região Nordeste. A continuidade desse trabalho resultou no Panorama do Potencial Eólico no Brasil.

Turbinas eólicas
É importante ressaltar o seguinte processo esquemático: -> A energia elétrica é produzida por um gerador, na Casa de Força. -> O Gerador possui um eixo que é movido por uma enorme hélice. -> A hélice é movida pela velocidade do vento.
No início da utilização da energia eólica, surgiram turbinas de vários tipos – eixo horizontal, eixo vertical, com uma pá, com duas e três pás, gerador de indução, etc. Com o passar do tempo, consolidou-se o projeto de turbinas eólicas com as seguintes características: eixo de rotação horizontal, três pás, alinhamento ativo, gerador de indução e estrutura não-flexível. Porém, algumas características desse projeto ainda geram polêmica, como o controle das pás para limitar a potência máxima gerada.
Quanto ao porte, as turbinas eólicas podem ser classificadas da seguinte forma: pequenas – potência nominal menor que 500 kw; médias – potência nominal entre 500 kw e 1000 kw; e grandes – potência nominal maior que 1 mw.
Quanto à aplicação, as turbinas podem ser conectadas à rede elétrica ou destinadas ao suprimento de eletricidade à comunidades ou sistemas isolados.
Quanto à capacidade de geração elétrica, as primeiras turbinas eólicas desenvolvidas em escala comercial tinham potências nominais entre 10 kw e 50 kw. Em 1999 surgiram as primeiras turbinas eólicas de 2mw e hoje existem protótipos de 3,6 mw e 4,5 mw sendo testados na Espanha e na Alemanha. Atualmente, existem mais de mil turbinas eólicas com potência nominal superior a 1 mw em funcionamento no mundo.

Energia eólica no contexto do setor elétrico brasileiro
No Brasil, a participação da energia eólica na geração de energia elétrica ainda é pequena. Em setembro de 2003 havia apenas 6 centrais eólicas em operação no país. Entre essas centrais, destacam-se Taibá e Prainha, no Estado do Ceará, que representam 68% do parque eólico nacional.
No entanto, os incentivos vigentes para o setor elétrico brasileiro deverão despertar o interesse de empreendedores.
Postado por: Priscila Werner

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Energia Eólica

A construção de usinas eólicas para a geração de eletricidade é um fato recente, é um trabalho que se iniciou na década de 1970 por causa da crise do petróleo. Porém, a primeira turbina eólica comercial ligada à rede elétrica pública foi instalada em 1976, na Dinamarca.
Atualmente interessa muito mais a utilização deste tipo de energia, que é uma alternativa ecologicamente correta, pois contribui para a redução da emissão de gases poluentes na atmosfera, pelas usinas térmicas, diminuindo a necessidade da construção de grandes reservatórios.
Para que os cidadãos realmente se beneficiem, é necessário um forte investimento neste tipo de produção de energia, segundo dados de pesquisadores, estes projetos de construção de usinas eólicas devem ser postos em prática, pois a previsão é que isto gere novos empregos e renda para a população.
Os efeitos negativos que uma usina eólica pode trazer são os impactos sonoros e visuais. Os impactos sonoros são devidos aos ruídos dos rotores e variam de acordo com o equipamento. Para evitar transtornos à população próxima, o nível de ruído das turbinas deve atender às normas e padrões estabelecidos pela lei.
Os impactos visuais são causados pelo grande número de torres e aero geradores, principalmente nas centrais eólicas de maior porte, dependendo também de como são construídas e onde se localizam.
Outro impacto negativo das centrais eólicas é a possibilidade de interferências eletromagnéticas, que podem alterar os sistemas de comunicação e transmissão de dados (rádio, televisão, etc.). Essas interferências variam muito segundo o local de instalação e o material utilizado na fabricação das pás.
Apesar de ter efeitos negativos, como alterações na paisagem natural, esse tipo de impacto pode
atrair turistas, resultando no desenvolvimento regional.

Autora: Virginia Cini

domingo, 2 de agosto de 2009